É POSSÍVEL MENSTRUAR SEM TER OVULAÇÃO?

A menstruação é o marco do fim da puberdade para as garotas. E então, diversos novos assuntos começam a fazer parte da vida delas, em especial com relação à sua saúde íntima, como a ovulação.. “A ovulação é a liberação de um óvulo pelo ovário, após o pico de um hormônio chamado LH (Hormônio Luteinizante). Este óvulo é liberado para a trompa e depois para dentro do útero”, define a Dra. Andréia Gozzi. Quando o óvulo não é fecundado, o resultado é ser eliminada como a menstruação. Pensando nisso, muitas garotas já se perguntaram: é possível menstruar sem ovular? Veja as explicações da ginecologista!

 

Entenda a relação da ovulação com a menstruação

 

O ciclo menstrual é composto por diversas fases, cada uma com sua função. A ovulação, por exemplo,quando o óvulo é liberado, é um marco para o início da fase lútea. Essa etapa tem uma duração média de 14 dias. “Nesta fase, a progesterona atinge um pico e depois cai, e nesta queda hormonal é que ocorre a menstruação, portanto 14 dias após a ovulação”, explica a médica. Por isso, é possível perceber como esses ambos acontecimentos, a ovulação e menstruação, estão relacionados.

 

É possível menstruar sem ovular?

 

Os casos de pacientes que menstruam sem ovular são denominados como ciclos anovulatórios. Segundo a profissional, estes podem acontecer em qualquer época da vida da mulher. A maioria dos casos são percebidos logo após a entrada na puberdade e depois da perimenopausa, que marca o fim da reprodutividade feminina e precede a menopausa.

 

“Existe uma patologia que chamamos de ‘sangramento disfuncional anovulatório’, mais comum nestas duas fases da vida, onde a paciente apresenta um sangramento”, destaca ela. Entretanto, esse quadro não é cíclico e, por não ter descamação do endométrio, não pode ser chamado de menstruação.

 

Quais são os tratamentos indicados para quem não ovula?

 

De acordo com Dra. Andréia, a principal causa dos quadros de anovulação em adultas está ligada a Síndrome do Ovário Policístico (SOP). “É uma síndrome com tratamento específico e que exige acompanhamento ginecológico regular”, esclarece. Já os casos em que a paciente deseja engravidar e não ovula, a ginecologista destaca que há medicamentos que podem estimular a ovulação. Nessas situações, não deixe de manter o acompanhamento ginecológico, pois é um cuidado essencial.

 

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Dra. Andréia Gozzi, ginecologista do Instituto Lerner
CRM: 153790

Publicado no Blog Só Delas

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